Antigamente, quando o ser humano era apenas nômade, velhos e doentes eram abandonados pelo caminho por serem um empecilho para a sobrevivência da coletividade, pois deixavam a locomoção mais lenta.
No entanto, uma vez que as comunidades passaram a se fixar, o abandono deixou de ser necessário. E, assim, para curar doenças e melhorar a qualidade de vida foram criados métodos a partir da observação.
Assim iniciou a formação das Medicinas dos Povos do Mundo, assim se formou a Medicina Tradicional Chinesa (MTC).
Povo Chinês
O povo chinês, segundo a crença popular surgiu há 5 mil anos. Entretanto, evidências arqueológicas registram seu estabelecimento, em torno do ano 2.000 a.C., às margens dos rios Amarelo e Azul, no noroeste da China.
Como outras civilizações de regadio, as quais também se fixaram em torno de rios como Tigre, Eufrates, Indo e Ganges, os chineses procuravam as riquezas naturais advindas das águas.
Traços da MTC
Na China, o tratar com plantas curativas surgiu durante a dinastia Shang (1523 a 1027 a.C.). Naqueles tempos, a medicina, a religião e a demonologia se entremeavam, sem um marco que as delineassem.
Síndromes da MTC
Também nessa época já era conhecida a influência do ambiente na saúde do homem. Expressões como vento perverso e umidade surgiram nesse período, as quais são usadas até hoje para caracterizar síndromes da Medicina Tradicional Chinesa (MTC).
Artemisia e Moxabustão
Na dinastia seguinte, Zhou (1027 a 722 a.C.), o Livro de Odes (Shi Jing) cita o uso da erva Artemisia (Artemisiae Argyi Folium), planta aromática da qual se produz o bastão da moxabustão. Pesquisas atuais, comprovam o efeito bactericida da Artemisia. Também, foi nessa dinastia que se iniciou a distinção entre religião e saúde, com o surgimento dos profissionais da saúde.
Teoria dos Cinco Elementos
No final de 221 a.C., conceitos da MTC já eram fundamentados. Teoria dos Cinco Elementos, Qi, a ideia de dois mundos (visível e invisível) e que o corpo possui defesa (wei) e combatentes (ying) foram consagrados nessa ocasião por influência do Taoismo.
Dinastias Chinesas
A dinastia Qin (221 a 206 a.C.) ficou conhecida como a da queima dos livros, pois o soberano Zhen ordenou que toda a literatura do império fosse queimada. Sobreviveram apenas os tratados de medicina, drogas, oráculos, agricultura e silvicultura. O poder Qin se impôs pela cobrança de impostos e pela crueldade.
Huang Di Nei Ching e Nam Ching, primeiros textos da MTC que fazem alusão à acupuntura, foram escritos na dinastia Han (206 a 220 d.C.). O paradigma do Qi passa a orientar fortemente a MTC, que se baseia nas características e variações de energia. O desenvolvimento da época, com a criação de canais para o transporte de água e organização sistemática das cidades, também influenciou a nomenclatura da literatura médica. Por exemplo, Teoria Zang Fu significa palácios (Zang) de depósitos (Fu).
Difusão da MTC
Após esse período, a China sofreu uma fragmentação, o que facilitou a forte influência de outras culturas, como a budista, a qual inseriu a meditação, a cura pela fé e as artes marciais como medidas psicoterapêuticas.
Hospitais foram construídos próximos a templos budistas facilitando a proliferação da MTC para outros países, como Coreia e Vietnã pelos monges budistas. Ao longo dos séculos subsequentes, a MTC fortaleceu-se, firmando-se como sistema de cura e com sua difusão por toda a Ásia, principalmente com a acupuntura e a moxabustão.
Medicina Ocidental na China
Em 1914, o governo Chinês aboliu a MTC e introduziu a Medicina Ocidental na China. Entretanto a falta de estrutura para atender toda a população, resultou na prática escondida da MTC sem registro nem ética. Como consequência, os índices de mortalidade atingiram números alarmantes, então Mao Tsé-Tung, em 1955, reintroduziu as práticas milenares com investimentos em pesquisas e estimulou a formação de novos profissionais.
Medicinas Chinesa e a Ocidental
Hoje, as Medicinas Chinesa e a Ocidental coexistem na China.
Medicina Chinesa no Brasil
Há pouco mais de um século com a Imigração Oriental, a Medicina Tradicional Chinesa (MTC) chegou ao Brasil.
Inicialmente usada apenas pelos recém chegados. Porém, a Misceginação Cultural permitiu que o brasileiro descobrisse a MTC, a qual foi abraçada carinhosamente por nosso povo, assim está cada dia mais está arraigada à nós, promovendo Saúde e Bem-Estar.
Como se formar em Medicina Chinesa no Brasil
E esse enraizar e produzir frutos exige que os habitantes desta terra estudem MTC e que terapeutas sejam formados. E o Instituto de Terapia Integrada e Oriental (ITIO), sério agricultor de talentos já tem centenas de Frutos pelo mercado praticando com excelência Acupuntura e Massagem estruturadas na MTC.
No ITIO, o aluno inicia o aprendizado a partir de teorias Cosmológicas da MTC, como Yin/Yang, Teoria dos Cinco Elementos e Zang Fu. E no decorrer da Especialização em Acupuntura, então ele aprofunda e aprimora os conceitos em Síndromes Simples e Complexas para definição e escolha de diagnósticos de MTC.
Pós-graduação que inclui MTC
O ITIO mantém duas especializações que incluem em sua programação disciplinas de MTC como: Síndromes, Diagnósticos, Dietoterapia, Auriculoterapia, entre outras.
➣ Pós-graduação em Massagem Oriental
➣ Pós-graduação em Acupuntura
O Instituto, em sua sede na Vila Mariana na capital paulista, também prepara profissionais para lecionar na área da saúde. Esta especialização é aberta a todos graduados com diploma reconhecido pelo MEC: conheça a Pós-graduação de Práticas Pedagógicas em Saúde.
Curso Técnico em Massoterapia
O Curso Técnico em Massoterapia inclui em sua grade curricular: MTC, Síndromes Simples e Complexas, Reflexologia, Auriculoterapia, Shiatsu, entre outras disciplinas em curso de 1200 horas/aulas teóricas e práticas, além de 120 horas/aula de estágio obrigatório.
Cursos Livres
Também há oferta de Cursos Livres, que incluem técnicas da Medicina Tradicional Chinesa, como Shiatsu, Reflexologia e Auriculoterapia.
Referências Bibliográficas
1 – Birch, S. J. Entendendo a acupuntura. 1ª ed. São Paulo: Roca, 2002.
2 – Kurebayashi, L. F. S. Acupuntura na Saúde Pública: uma realidade histórica e atual para enfermeiros. Dissertação. São Paulo: Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, 2007.
3 – Maciocia G. Os fundamentos da Medicina Chinesa: um texto abrangente para acupunturistas e fitoterapeutas. 1ª ed. São Paulo: Roca, 1996.
4 – Princípios de Medicina Interna do Imperador Amarelo. São Paulo: Ícone Editora, 2013.
5 – Rocha, M. R. H. Estudo sobre a técnica de acupuntura usada no ITIO. TCC. São Paulo: Instituto de Terapia Integrada Oriental, 2010.
6 – Sobre a teoria de Zang Fu pela Medicina Tradicional Chinesa. Acesse Traditional Chinese Medicine.
